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Glossário de vídeo: bitrate, codec, HDR, latência e outros termos

5 min de leitura

Ao configurar um player ou preparar seus vídeos, aparecem palavras que nem sempre são explicadas. Aqui estão elas, organizadas por tema, cada uma em poucas linhas.

A imagem

  • Resolução: o número de pixels da imagem, largura por altura. 1280×720 é “720p”; 1920×1080, “1080p” ou Full HD; 3840×2160, 4K UHD. Mais resolução dá mais detalhe, se o bitrate acompanhar.
  • Progressivo e entrelaçado: o “p” de 1080p indica que cada quadro é completo. O “i” de 1080i, que as linhas pares e ímpares são desenhadas de forma alternada, como na televisão antiga. Se o entrelaçamento não for bem tratado, aparecem bordas em forma de pente.
  • Quadros por segundo (fps): quantas imagens são mostradas a cada segundo. O cinema costuma usar 24; a televisão europeia, 25 ou 50, e a brasileira, 30 ou 60. Mais fps, movimento mais suave.
  • Proporção de tela: a proporção entre a largura e a altura: 16:9 nas TVs atuais, 4:3 nas antigas, ainda mais panorâmica em muitos filmes. No Whatplay, “Ajustar” muda como a imagem preenche a tela.
  • HDR: alto alcance dinâmico. Mais diferença entre o mais escuro e o mais brilhante, e mais cores. Os formatos mais conhecidos são HDR10, HDR10+, Dolby Vision e HLG. Precisa de uma tela compatível.
  • SDR: alcance dinâmico padrão, o de sempre.
  • Profundidade de cor: os bits de cada cor. Com 8 bits, são cerca de 16,7 milhões de cores; com 10, mais de um bilhão, e os degradês aparecem sem faixas. O HDR usa 10 bits ou mais.

Compressão e arquivos

  • Codec: o método que comprime e descomprime a imagem ou o som. De vídeo: H.264, HEVC, VP9, AV1. De áudio: AAC, AC-3, Opus. Eles estão explicados em formatos de vídeo e áudio.
  • Contêiner: o arquivo que junta o vídeo, o áudio e as legendas: MP4, MKV, TS. A extensão indica o contêiner, não o codec.
  • Bitrate: a quantidade de dados por segundo (a taxa de bits), em megabits por segundo (Mb/s). Define ao mesmo tempo a qualidade e o consumo de dados.
  • CBR e VBR: bitrate constante ou variável. O variável reserva mais dados para as cenas complicadas e menos para as fáceis.
  • Quadro-chave: um quadro completo. Os intermediários só guardam o que muda. Para pular para um ponto, o player precisa começar em um deles, e por isso um salto pode demorar um instante.
  • Perfil e nível: variantes de um mesmo codec que indicam quanto um vídeo é exigente. Um aparelho pode abrir H.264, mas não um perfil ou um nível alto.
  • Decodificação por hardware e por software: descomprimir com um circuito dedicado do chip, que gasta pouco, ou com o processador principal, que aceita mais formatos, mas gasta mais.
  • Converter (transcodificar): descomprimir e comprimir de novo em outro formato. Exige processamento e custa um pouco de qualidade.
  • Reempacotar (remux): trocar de contêiner sem mexer nos codecs. É rápido e não perde qualidade.

O som

  • Canais: 2.0 é estéreo; 5.1 são cinco alto-falantes mais um subwoofer (o “.1”); 7.1, sete mais o subwoofer.
  • Mixagem para estéreo (downmix): converter um som 5.1 em dois canais para os fones de ouvido ou o alto-falante do celular.
  • Taxa de amostragem: quantas vezes por segundo o som é medido; o comum em vídeo é 48 kHz.
  • Faixa: cada um dos fluxos de áudio ou de legendas de um vídeo, como um idioma ou um comentário.

Streaming e rede

  • Streaming: assistir enquanto baixa, sem esperar ter o arquivo inteiro.
  • Streaming adaptativo: o vídeo é oferecido em várias qualidades, e o player escolhe a que a rede permite. É usado pelo HLS e pelo DASH, que explicamos em HLS e DASH.
  • Manifesto: o índice de um vídeo adaptativo, com as qualidades e os pedaços: um .m3u8 no HLS ou um .mpd no DASH.
  • Segmento: cada pedaço de poucos segundos em que um vídeo adaptativo é dividido.
  • Buffer: os segundos que o player baixa com antecedência, para aguentar as quedas da rede.
  • Latência: o atraso entre o que acontece e o que você vê. Em uma transmissão pela internet, costuma ser de vários segundos, mais do que na antena.
  • Largura de banda: o que a sua conexão oferece, em Mb/s. Não confunda megabits (Mb) com megabytes (MB): 8 Mb são 1 MB.
  • CDN: uma rede de servidores espalhados pelo mundo que entrega o vídeo a partir de um servidor perto de você.
  • CORS: uma regra da web pela qual um servidor diz quem pode pedir conteúdo a ele. Por isso, um vídeo que o celular abre pode não abrir sozinho em um Chromecast.
  • DRM: um sistema de criptografia e licenças que só deixa assistir ao conteúdo em players autorizados.

Listas e guias

  • M3U e W3U: formatos de lista. M3U é texto, linha por linha; W3U, JSON com grupos dentro de grupos.
  • EPG: o guia eletrônico de programação: o que está passando agora e o que vem depois.
  • XMLTV: o formato aberto mais usado para esses guias. Veja o guia de programação XMLTV.
  • tvg-id: o identificador que liga um canal de uma lista M3U à programação dele no guia.

Em casa e na TV

  • Chromecast (Cast): o sistema do Google com o qual o celular diz à TV o que reproduzir, e a própria TV baixa o conteúdo.
  • DLNA e UPnP: padrões veteranos para compartilhar conteúdo entre aparelhos da rede de casa.
  • NAS: um disco em rede, um pequeno computador com discos que guarda arquivos para a casa toda.
  • IP local: o endereço de um aparelho dentro da sua rede, como 192.168.1.20. Só funciona de dentro de casa.
  • Ligar pela rede: a função de algumas TVs, às vezes chamada de “Ligar via Wi-Fi”, que permite que outro aparelho as ligue a distância.

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